A todos os Pais ...
A todos os pais…
Ninguém precisa de abandonar totalmente a vida que tem e que faz de si quem é, mas é preciso parar, reflectir e tomar consciência de que ninguém cá está por mero acaso, que todos viemos a este plano com um propósito e temos de o levar a cabo, queiramos ou não, já que nos comprometemos a fazê-lo.
Esta é sem dúvida para muitos a parte mais difícil – sabermos ao que viemos, – mas é necessário desvendá-la, vasculhá-la no silêncio, no medo, no infortúnio, no desalento, no desespero, em todos os momentos de dúvidas e valorizar cada uma destas verdades; porque raros são os que se descobrem na satisfação, bonança ou opulência. A felicidade ofusca-nos. Não quero com isto dizer que temos ser infelizes para descobrirmos o nosso caminho, mas a verdade é que ninguém se pergunta ao que veio enquanto os ventos sopram amenos e favoráveis. Esta é uma realidade de que grande parte dos que se encontraram concorda. Eu mesma comecei por me dar conta disto. Mesmo tendo uma vida estável, sem problemas financeiros ou familiares, via-me perdida no vazio, deprimida, sem motivação, sem brilho. Não digo que fosse infeliz, pois sempre soube ser grata por tudo o que o universo me trouxe e reconhecer que era bem mais do que o que a maioria possuía, mas, mesmo assim, alguma coisa me fazia cair na melancolia. Até que um dia, alguém me disse: as tuas filhas são crianças de genoma especial. Uma é Índigo e a outra Cristal. E foi ante esta descoberta que tudo se desencadeou. Eu não fazia a mínima ideia o que eram crianças de genoma especial. De um momento para o outro dei comigo a pesquisar e ler tudo sobre este tema e, quando caí em mim, quando percebi o compromisso que tinha assumido, chorei. Chorei pela minha ignorância, pelo sofrimento de grande parte destas crianças, pela minha impotência ante tudo isto. Confesso que durante um curto período me entreguei ao lamento. Até que comecei a tomar atitudes. Para além de me dedicar à pesquisa dos Índigo e Cristal, decidi também tornar-me Reikiana; algo me dizia que este era um passo importante para desbravar o meu caminho. E foi. Depois do dia da minha iniciação de Reiki, comecei a cruzar-me com pessoas que não conhecia de parte alguma e que me iam confessando, inicialmente um pouco a medo, que os seus filhos eram especiais. E não bastante, comecei também a olhar para algumas crianças e a perceber claramente que estas eram diferentes. Não me perguntem como o consigo fazer, pois eu mesma não o sei explicar, mas a verdade é que olho para elas, sobretudo para os olhos, e sei que o são… e como muitas sofrem!
Com isto, quero apenas dizer que despertei e, que, cada um de vós, pais de crianças Índigo, Cristal, Diamante, Violeta, por aí fora, também podem despertar. Basta que queiram e aceitem a honra de terem sido escolhidos. E que fundamentalmente percebam, que ninguém está cá por mero acaso.
Reflictam um pouco sobre isto se puderem e… Até breve.
Texto escrito pela nossa Querida Irmã Reikiana Graça Aguiar





































